"Estou aflitíssimo; vivifica-me, Senhor, segundo a tua palavra." - Salmos 119.107
Uma análise simples que podemos fazer é que, nos dias atuais, se uma pessoa passa por longos sofrimentos mentais ou psicológicos, ela pode buscar um psicólogo, psiquiatra, buscar um pastor ou irmão(a) (que pode nem ser verdadeiramente servos de Deus), possui a internet para conversar de forma mais privada com as pessoas, podendo falar de seus problemas e um celular para se distrair. Mas, e quem vivia no tempo antigo? Como o autor deste Salmo?
Chama a atenção como o salmista destaca o seu sofrimento, mas num contraste mostra a ênfase com que ele busca o socorro e a presença de Deus:
⁹⁵ Os ímpios me espreitam para me destruir, mas eu considero os teus testemunhos.
¹⁰⁹ A minha vida está sempre em perigo; no entanto, não me esqueço da tua lei.
¹¹⁰ Os ímpios armam ciladas contra mim, mas eu não me desvio dos teus preceitos.
- Salmo 119
Esse mesmo contraste é expresso pelo Ap. Paulo, ele escreve: "Em tudo somos atribulados, porém não angustiados; ficamos perplexos, porém não desanimados; somos perseguidos, porém não abandonados; somos derrubados, porém não destruídos. Levamos sempre no corpo o morrer de Jesus, para que também a vida dele se manifeste em nosso corpo. - 2 Coríntios 4.8-10. Nesta passagem (versos 5 e 6 do cap. 4 de 2 Coríntios) é deixado claro que, se estamos vivos e com capacidade de adorar a Deus e servi-lo, isso se dá pelo seu próprio poder, que nos sustenta, não por nós mesmos, pois somos fracos, mas o nosso pé, assim como o de Abraão, tem que se mover.
O que aprendemos, irmãos, é que temos que ver o problema, o salmista não os ignorou, Paulo não os ignorou, e tendo conhecimento deles, sua ênfase foi mais intensamente direcionada a Deus. Acontece que as pessoas de hoje têm medo de problemas e somente querem ficar longe, mas uma hora eles vêm, e temos que vê-los com o evangelho de Jesus Cristo em nosso coração.
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